Panasonic Lumix GH1
Já faz um tempo que venho acompanhando o surgimento e evolução das câmeras fotográficas digitais com funções avançadas de gravação de vídeo. E mais especialmente estive de olho no novo lançamento da Panasonic, a Lumix GH1.

A Lumix GH1 vem na onda das câmeras DSLR com funções de vídeo, mas não é exatamente uma DSLR. Ela é fruto do formato Micro Four Thirds, desenvolvido em parceria pela Panasonic e Olympus. Esse formato fica no meio do caminho entre as câmeras Point-and-shoot e as DSLRs, pois não possui o espelho interno característico de uma DSLR, e permite troca de lentes e controles manuais avançados.
A câmera permite dois modos de gravação progressiva de vídeo: 1280×720 em 30 e 60 quadros por segundo, e 1920×1080 em 24 quadros por segundo (gravado dentro do sinal 60i, com pulldown). Ambos os formatos contam com codificação AVCHD Lite, em 17mbps, com gravação em cartões SDHC.
Além da possibilidade de gravar em 24p, para alegria dos cineastas independentes, há outros fatores que se destacam para a gravação de vídeos. Um deles é o tamanho do sensor, um pouco menor que um fotograma de película 35mm de cinema, que proporciona uma profundidade de campo bastante rasa. Abaixo, uma imagem comparando tamanhos de sensores:

Ela também conta com controles manuais de todas as funções essenciais para um profissional de vídeo, como controles manuais de exposição, ISO (100-3200) e velocidade do shutter (60 segundos até 1/4000), além de vir com uma objetiva com sistema de estabilização de imagem e autofocus que funciona no modo de vídeo.
Por falar em objetiva, algumas particularidades: ela tem uma grande versatilidade, pois é uma zoom com distância focal que vai de 14-140mm (28-280 em equivalência ao 35mm). Ou seja, vai desde uma grande angular razoável, até uma tele-objetiva longa. Por outro lado, uma objetiva com tanta versatilidade perde de um lado importante: a abertura máxima, que vai de f/4 em wide até f/5.8 em tele. Isso anula em parte a vantagem do seu grande sensor, pois a profundidade de campo é determinada pela combinação entre tamanho do sensor, distância focal e abertura de diafragma. Mas há luz no fim do túnel: com a popularização do formato, já existem objetivas fixas com boas aberturas, de f/2.8 ou menos, e ainda há a opção de adaptadores para usar objetivas de outros formatos com a GH1, como os descritos aqui.
Isso tudo sem contar o fato de que ela é uma ótima câmera para fotografias, com boa qualidade de imagem, e 12.1 megapixels de resolução, gravando as imagens em formato RAW ou JPEG. E conta com flash embutido.
A Panasonic contratou um Videomaker inglês, bastante influente na internet, para fazer um vídeo de demonstração das possibilidades de gravação da câmera, que segue abaixo:
Enfim, é uma câmera bastante versátil, que pode se encaixar em várias possibilidades de uso. E o preço estimado nos EUA: US$1.500,00. Um pouco salgado para usuários comuns, porém uma pechincha pelas características da máquina.
19/06/2009 às 19:32
Oi Gabriel,
Gostei muito da tua descrição sobre a Lumix GH1.
Estou prestes a comprar uma câmera como essa mas estou na dúvida entre esse modelo e a Canon Mark II.
Fora o preço, qual das duas vc recomendaria para gravar vídeos em HD 1080 ?
A questão da maior variedade das lentes afetaria a escolha ?
Percebi que o sensor é realmente muito menor que o da Canon… o resultado final deve perder muita qualidade não é ?
Agradeço desde já,
Flavio Rassekh
24/06/2009 às 13:36
Flávio, sem levar em consideração o preço, a Canon 5D MK2 é mais câmera em todos os sentidos, pois tem codificação melhor, maior latitude.
Sobre as lentes, é muito mais fácil achar boas lentes para a Canon…
Quanto ao tamanho do sensor, não afeta diretamente a qualidade da imagem. Sensores de tamanhos diferentes podem fazer imagens de qualidade compatível, e há muitos outros fatores que podem determinar a qualidade. De início, o tamanho diferente afeta apenas a profundidade de campo.